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Ciência

Pesquisadores da UFPE se destacam em congresso mundial de geotecnologias em Toronto

Dario Montelli
Por Dario Montelli
julho 23, 2026
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6 Min de leitura
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Programa de pós-graduação em Ciências Geodésicas apresentou quatro trabalhos no XXV ISPRS Congress e reforça a presença do Brasil na ciência internacional

Contents
O que é o Congresso ISPRS e por que ele importaA participação da UFPE e de outras universidades brasileirasO que essas conquistas significam para a ciência brasileira

Quando um programa de pós-graduação brasileiro consegue espaço em um congresso científico mundial, a pergunta natural do leitor é o que, exatamente, essa presença representa. No caso da Universidade Federal de Pernambuco, a resposta passa pelo XXV ISPRS Congress 2026, realizado em Toronto, no Canadá, considerado o principal encontro mundial sobre fotogrametria, sensoriamento remoto, geodésia e geoinformação. O Programa de Pós-Graduação em Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação, o PPGCGTG, apresentou quatro trabalhos científicos durante o evento, resultado de anos de pesquisa conduzida por docentes, estudantes e egressos da instituição.

O que é o Congresso ISPRS e por que ele importa

O ISPRS Congress reúne, a cada poucos anos, pesquisadores, empresas e centros de pesquisa de todo o mundo dedicados a tecnologias que combinam geografia, imagens de satélite, sensores e processamento de dados espaciais. Trata-se de um campo que pode soar distante do dia a dia, mas que sustenta aplicações concretas como monitoramento ambiental, planejamento urbano, agricultura de precisão e resposta a desastres naturais, áreas em que dados geoespaciais precisos fazem diferença direta na tomada de decisão.

Participar desse congresso com trabalhos aceitos não é trivial. A seleção passa por avaliação de pares internacionais, o que significa que cada pesquisa apresentada em Toronto já havia sido escrutinada por especialistas de diferentes países antes de chegar ao palco do evento. É esse filtro que dá ao congresso seu peso como termômetro da qualidade da produção científica em geotecnologias ao redor do mundo, e é justamente nesse ambiente competitivo que a presença brasileira se destacou.

A edição de 2026 reuniu instituições, empresas e pesquisadores em um formato que privilegia tanto a apresentação de estudos acadêmicos quanto o diálogo com o setor produtivo, já que muitas das tecnologias discutidas no congresso têm aplicação direta em empresas de mapeamento, engenharia e monitoramento ambiental. Esse cruzamento entre universidade e mercado é parte do que torna o evento relevante para quem acompanha o desenvolvimento tecnológico do setor.

A participação da UFPE e de outras universidades brasileiras

Os quatro trabalhos apresentados pelo PPGCGTG da UFPE foram fruto de um esforço coletivo de docentes, estudantes de mestrado e doutorado e ex-alunos do programa, coordenado pela professora Simone Sato, cuja atuação tem contribuído para ampliar a inserção internacional da pesquisa produzida na universidade. Esse tipo de protagonismo em congressos internacionais costuma abrir portas para colaborações futuras, já que pesquisadores de outros países passam a conhecer diretamente o trabalho desenvolvido no programa.

A UFPE não esteve sozinha nessa frente. Outras universidades públicas brasileiras, como a UNESP e a UNICAMP, também levaram pesquisas para o congresso, ao lado de empresas nacionais que atuam no setor de geotecnologias. Essa combinação entre academia e iniciativa privada reforça um ponto que costuma passar despercebido fora do meio científico: parte relevante da inovação em sensoriamento remoto e geoinformação no Brasil nasce dentro de programas de pós-graduação, antes de chegar ao mercado.

Esse tipo de evento também costuma gerar prêmios e reconhecimentos específicos para trabalhos de destaque, o que amplia ainda mais a visibilidade das instituições envolvidas. Para os próprios estudantes de pós-graduação que participaram da apresentação, a experiência representa um contato direto com pesquisadores de referência internacional, algo que dificilmente seria possível fora desse tipo de congresso.

O que essas conquistas significam para a ciência brasileira

Para quem pesquisa oportunidades de pós-graduação no Brasil, notícias como essa ajudam a responder uma dúvida recorrente: programas nacionais conseguem, de fato, competir em nível internacional? A resposta observada nesse congresso é que sim, mesmo em um cenário de restrições orçamentárias que costuma ser discutido pela comunidade científica brasileira, universidades públicas seguem produzindo pesquisa capaz de disputar espaço com centros de excelência de outros países.

As áreas de fotogrametria, sensoriamento remoto e geodésia têm aplicação prática em setores estratégicos para o Brasil, como agricultura, meio ambiente e gestão de recursos naturais, o que torna esse tipo de avanço científico relevante para além dos muros da universidade. Um estudo desenvolvido dentro de um programa de pós-graduação em geoinformação pode, por exemplo, embasar decisões sobre uso do solo, monitoramento de desmatamento ou planejamento de infraestrutura, ainda que o caminho entre a pesquisa acadêmica e sua aplicação prática costume levar tempo.

A presença brasileira em Toronto também sinaliza algo para estudantes que estão avaliando ingressar em programas de pós-graduação na área: existe, dentro do país, estrutura de pesquisa qualificada o suficiente para formar profissionais capazes de disputar espaço em congressos internacionais de peso, sem que isso dependa necessariamente de uma formação complementar no exterior. Esse tipo de constatação tende a influenciar a escolha de futuros candidatos ao mestrado e ao doutorado em ciências geodésicas e áreas correlatas.

Fontes:
Ciência brasileira conquista reconhecimento internacional no Congresso ISPRS 2026, em Toronto – MundoGEO

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