A conciliação e mediação vêm se consolidando como soluções inteligentes para evitar processos longos, caros e desgastantes no Judiciário brasileiro. De acordo com Kelsem Ricardo Rios Lima, esses métodos adequados de resolução de conflitos permitem que as partes retomem o diálogo com segurança jurídica, reduzindo o impacto emocional típico das disputas judiciais tradicionais. Em vez de transferir integralmente a decisão a um juiz, conciliação e mediação estimulam o protagonismo dos envolvidos.
Além de acelerar a solução de controvérsias, conciliação e mediação contribuem para a eficiência do sistema de Justiça, desafogando varas sobrecarregadas e permitindo que magistrados concentrem esforços em demandas mais complexas. Descubra tudo sobre esse tópico na leitura abaixo:
Conciliação e mediação como instrumentos modernos de pacificação social
A conciliação e mediação, previstas em diversas normas como o Código de Processo Civil e a Lei de Mediação, representam instrumentos modernos de pacificação social. Diferentemente do modelo puramente adversarial, essas técnicas valorizam a confidencialidade, o respeito e a escuta ativa. Para Kelsem Ricardo Rios Lima, esse ambiente estruturado, conduzido por um terceiro imparcial, permite que se trate não apenas de direitos, mas também de sentimentos e projetos de vida afetados pelo conflito.
Outro ponto relevante é a flexibilidade procedimental. Conciliação e mediação podem ser empregadas antes, durante ou até mesmo após o processo judicial, inclusive em fase de execução, desde que haja interesse das partes. Essa adaptabilidade torna tais métodos extremamente adequados a relações continuadas, como familiares, empresariais, condominiais e de vizinhança. Ao trazer soluções sob medida, compatíveis com a realidade das pessoas envolvidas, esses mecanismos reduzem reincidência de litígios.
Tempo, custos e insegurança jurídica
Em um cenário de morosidade processual, conciliação e mediação surgem como atalhos legítimos para reduzir tempo, custos e insegurança jurídica. A tramitação de um processo pode durar anos, com múltiplos recursos e incidentes, enquanto um acordo bem conduzido é alcançado, muitas vezes, em poucas sessões. Como alude Kelsem Ricardo Rios Lima, ao abreviar o ciclo do conflito, as partes liberam recursos financeiros, emocionais e produtivos que seriam consumidos por uma disputa prolongada.

Sob o ponto de vista econômico, os benefícios são igualmente expressivos. Custas judiciais, honorários, deslocamentos e perda de produtividade tendem a diminuir quando há solução consensual. Ademais, o acordo construído em conciliação ou mediação evita surpresas típicas de decisões judiciais imprevisíveis, aumentando a segurança nas relações contratuais. A previsibilidade do resultado, aliada à possibilidade de estruturar cláusulas específicas e cronogramas viáveis, fortalece a confiança entre as partes.
Cartórios e advocacia preventiva
Conciliação e mediação também ganham espaço relevante em cartórios extrajudiciais e na advocacia preventiva, ampliando o acesso a soluções rápidas e seguras. Tabelionatos e registros, amparados pela fé pública, passaram a atuar como importantes canais de pacificação social, com procedimentos formalizados. Segundo Kelsem Ricardo Rios Lima, a atuação notarial e registral nesse campo combina atendimento humanizado, neutralidade técnica e proteção jurídica, garantindo que os acordos sejam válidos, claros e executáveis.
Na advocacia preventiva, conciliação e mediação deixam de ser vistas como mera alternativa ao litígio e passam a integrar a estratégia central de gestão de riscos. Advogados orientam seus clientes sobre o custo real do conflito, apresentam cenários prováveis e auxiliam na construção de soluções equilibradas, em vez de alimentar disputas intermináveis. Ao incorporar práticas consensuais em contratos, políticas internas e programas de compliance, empresas e cidadãos ganham em eficiência.
Conciliação e mediação como escolha estratégica
Por fim, conciliação e mediação não significam renunciar a direitos, mas escolher um caminho mais racional, célere e humano para lidar com conflitos. Ao substituir a lógica de “vencedor e vencido” por soluções cooperativas, esses métodos contribuem para a redução de processos longos, a melhoria da convivência social e a valorização da autonomia das partes. Assim como frisa Kelsem Ricardo Rios Lima, apostar em soluções consensuais é investir em segurança jurídica com eficiência, qualidade e respeito às pessoas.
Autor: Lara Amphetrion
